Organizar finanças

Como reduzir gastos mensais? 4 dicas práticas para te ajudar

Homem organizando contas da mesa da sala e analisando como reduzir gastos mensais.

O salário cai, você paga as contas e não sobra quase nada no final do mês. Nessa situação, a primeira ideia costuma ser: “preciso cortar gastos”.

Só que reduzir despesas não significa cancelar tudo o que você gosta ou passar o mês inteiro dizendo não para qualquer gasto. O primeiro passo é descobrir quanto custa sua rotina e onde existe espaço para fazer ajustes que você realmente consegue manter.

Neste artigo, você vai aprender como reduzir gastos mensais com 4 dicas práticas, identificar despesas que estão pesando no orçamento e organizar melhor as contas para ter mais previsibilidade durante o mês.

Antes de cortar gastos, descubra para onde seu dinheiro está indo

Imagine que você recebe R$ 3.000,00. Ao longo do mês, paga aluguel, energia, água, internet, mercado e transporte. Também faz algumas compras no cartão, pede comida em determinados dias e mantém dois ou três serviços por assinatura.

Separadamente, cada gasto parece administrável. Quando tudo é somado, você descobre que os R$ 3.000 praticamente desapareceram.

É difícil saber como reduzir gastos mensais sem enxergar primeiro esse cenário.

Pegue o extrato bancário e a fatura do cartão dos últimos meses e anote suas principais despesas. Você pode usar uma planilha, o bloco de notas do celular ou simplesmente papel e caneta.

Organize os gastos em categorias, como:

  1. moradia;
  2. alimentação;
  3. água, energia e gás;
  4. transporte;
  5. saúde;
  6. educação;
  7. internet e celular;
  8. serviços e assinaturas;
  9. lazer;
  10. compras e outros gastos.

Não precisa criar um controle complicado. O objetivo é conseguir responder a duas perguntas: quanto sai por mês e para onde esse dinheiro está indo?

Leia aqui: Aprenda a organizar as contas do mês para fazer o salário render

Como reduzir gastos mensais? Comece por estas 4 dicas

Depois de enxergar suas despesas do mês, fica mais fácil decidir o que deve permanecer, o que pode diminuir e o que talvez nem faça mais sentido pagar.

1. Organize os gastos por prioridade

Nem todas as despesas têm a mesma importância. Se o dinheiro está apertado, uma forma prática de decidir o que pagar primeiro é separar as contas por prioridade.

Comece pelo que mantém sua casa e sua rotina funcionando:

  1. Moradia: aluguel ou prestação, condomínio e outras despesas necessárias da casa;
  2. Contas básicas: água, energia e gás;
  3. Alimentação: supermercado, feira e outros gastos necessários com comida;
  4. Transporte: combustível, passagem ou outras despesas necessárias para trabalhar e cumprir compromissos;
  5. Saúde e outras obrigações importantes: medicamentos, consultas, mensalidades e demais compromissos necessários.

Depois entram os gastos que têm mais espaço para ajuste, como lazer, restaurantes, delivery, assinaturas e determinadas compras.

Isso não significa que todo gasto de lazer seja “errado”. A questão é outra: quando o dinheiro não dá para tudo, o essencial precisa estar protegido primeiro.

Por exemplo, se faltam R$ 15,00 para pagar uma conta da casa e você tem R$ 150,00 reservados para pedidos de comida durante o mês, existe uma decisão clara que pode ser tomada antes de a conta atrasar.

Essa ordem ajuda a reduzir o improviso.

2. Defina quanto pode gastar em cada categoria

Depois de separar as prioridades, coloque um limite para as categorias que mais variam.

Imagine que, depois de pagar as contas fixas e necessárias, você tenha R$ 1.000,00 disponíveis para mercado, transporte, lazer e outras despesas variáveis. Em vez de gastar normalmente e descobrir no dia 25 que o dinheiro acabou, distribua esse valor antes.

O objetivo é saber quanto você pode gastar antes de gastar, e não descobrir somente depois que a fatura chegar.

3. Procure primeiro os gastos que podem diminuir sem desmontar sua rotina

Depois de organizar as contas, procure oportunidades de reduzir gastos sem sofrer.

Comece pelos gastos recorrentes que entregam pouco em troca.

Você pode descobrir, por exemplo, que ainda paga uma assinatura que quase não usa. Ou que seu plano de celular custa R$ 20,00 a mais do que outro que atenderia da mesma forma.

R$ 20,00 parece pouco isoladamente. Se você reduzir R$ 20,00 no celular, R$ 30,00 em uma assinatura e R$ 50,00 em pedidos de comida, são R$ 100,00 a menos saindo todos os meses.

Em um ano, mantendo esses ajustes, a diferença chega a R$ 1.200,00.

Outras mudanças que podem ajudar:

  1. levar uma lista para o supermercado;
  2. comparar preços antes de compras maiores;
  3. planejar alguns dias de alimentação em casa;
  4. esperar um pouco antes de fazer uma compra que não estava prevista.

A ideia não é procurar dezenas de pequenos prazeres para eliminar. Comece pelos gastos que têm pouca importância para você e peso relevante no orçamento.

4. Revise suas contas durante o mês

A redução dos gastos mensais não termina quando você monta o orçamento. É preciso conferir se o plano está funcionando.

Não espere chegar ao último dia do mês para descobrir quanto gastou. Uma revisão rápida uma vez por semana já pode ajudar.

Imagine que você definiu R$ 600,00 para o mercado. Na metade do mês, já gastou R$ 450,00.

Essa informação permite ajustar as próximas compras enquanto ainda existe tempo. Sem acompanhamento, você talvez só percebesse o excesso depois de ultrapassar o limite.

Na revisão, responda:

  1. quanto entrou até agora?
  2. quanto já saiu?
  3. quais contas ainda vão vencer?
  4. alguma categoria está perto do limite?
  5. existe algum gasto que pode esperar?

Esse acompanhamento também ajuda a perceber padrões.

Talvez o problema não seja uma compra grande, mas R$ 20 aqui, R$ 35 ali e R$ 50 em outro lugar, repetidos várias vezes durante o mês.

Onde procurar gastos para reduzir?

Se você já fez as contas e não sabe por onde começar, observe algumas despesas comuns:

  1. Assinaturas: abra a fatura e veja quais serviços recorrentes ainda são utilizados;
  2. Internet e celular: confira seu plano atual e verifique se existem opções mais adequadas ao seu uso;
  3. Supermercado: faça uma lista antes de sair, compare preços e observe quais produtos mais aumentam o valor da compra;
  4. Delivery e alimentação fora: confira quanto gastou nos últimos meses. Se o valor estiver alto, escolha alguns dias para cozinhar ou levar comida de casa;
  5. Compras por impulso: antes de comprar algo que não estava previsto, espere e veja se a vontade continua depois;
  6. Serviços recorrentes: procure cobranças automáticas que você já nem lembrava que existiam.

Não é necessário mexer em todas essas categorias ao mesmo tempo. Escolha duas ou três que tenham espaço real para redução.

E quando são as contas fixas que estão pesando?

Nem sempre o problema está no cafezinho, no delivery ou em uma assinatura. Às vezes, as próprias despesas necessárias já ocupam quase toda a renda.

Nesse caso, cortar pequenos gastos pode ajudar, mas provavelmente não resolverá sozinho.

Vale verificar se existe possibilidade de:

  1. renegociar internet e telefone;
  2. rever contratos e serviços recorrentes;
  3. reorganizar dívidas;
  4. buscar condições melhores para compromissos que estão pesando;
  5. evitar novas parcelas enquanto o orçamento estiver apertado.

Se houver dívidas, observe especialmente aquelas com juros elevados.

Pagar apenas o mínimo da fatura do cartão ou continuar adiando uma dívida pode dar algum espaço agora e aumentar a pressão nos meses seguintes.

Leia também: Negociação e renegociação de dívidas: saiba por onde começar

Quanto eu preciso cortar por mês?

Não existe um valor certo para todo mundo. Uma meta mais útil pode ser baseada no problema que você quer resolver.

Imagine que suas despesas normalmente chegam a R$ 3.150,00, mas sua renda é de R$ 3.000,00. Existe uma diferença de R$ 150,00.

Seu primeiro objetivo pode ser encontrar esses R$ 150,00 no orçamento.

Depois que as contas estiverem equilibradas, você pode tentar criar alguma margem.

Talvez consiga reduzir mais R$ 100,00 e deixar esse dinheiro disponível para um imprevisto. Mais adiante, quando houver espaço, pode começar a separar uma quantia para uma reserva ou outro objetivo.

Essa lógica tende a ser mais realista do que decidir simplesmente: “A partir de agora vou gastar 30% menos.”

Primeiro descubra qual é o tamanho do aperto. Depois defina uma meta possível.

Preciso cortar todo o lazer para economizar?

Não necessariamente. Uma organização financeira que só funciona quando você abre mão de tudo pode ser difícil de sustentar por muito tempo. O melhor é saber quanto cabe.

Se você consegue reservar R$ 100,00 para lazer sem deixar uma conta necessária descoberta, esse valor já está previsto no orçamento.

A diferença está em sair de: “Vou gastar e depois vejo como pago” para: “Tenho R$ 100,00 disponíveis para isso neste mês.”

Essa mudança simples traz mais controle sem transformar organização financeira em punição.

Quer começar sem montar uma planilha completa?

Abra agora sua última fatura do cartão e seu extrato bancário.

Procure três tipos de gasto:

  1. Algo que você paga e quase não usa – Pode ser uma assinatura ou serviço recorrente;
  2. Algo que está custando mais do que deveria – Pode ser internet, celular ou outro contrato que vale revisar;
  3. Um gasto que se repetiu mais vezes do que você imaginava – Delivery, pequenas compras e alimentação fora são alguns exemplos.

Some os três. Se encontrar R$ 80,00 R$ 100,00 ou R$ 150,00 que podem ser reduzidos, você já encontrou uma primeira margem sem precisar reorganizar toda a sua vida de uma vez.

Como manter a organização das contas nos próximos meses?

Não precisa controlar cada centavo para sempre.

Uma rotina simples já ajuda:

  1. No começo do mês: veja quanto vai entrar e quais contas precisam ser pagas;
  2. Durante o mês: acompanhe principalmente as categorias que variam, como mercado, transporte e lazer;
  3. No fim do mês: compare o que você planejou com o que realmente aconteceu.

Nem todo excesso significa falta de controle. Às vezes, o orçamento é que precisa ser atualizado para refletir a vida real.

Reduzir gastos é abrir espaço no mês, não cortar tudo

Reduzir gastos mensais não significa viver contando cada moeda ou eliminar tudo o que torna sua rotina agradável. O objetivo é fazer escolhas antes que o dinheiro acabe.

Quando você sabe quanto entra, quais contas têm prioridade e quanto pode gastar em cada categoria, fica mais fácil perceber onde existe espaço para ajuste. Aos poucos, essa organização pode diminuir os sustos e criar mais previsibilidade para o salário.

Conteúdo revisado e atualizado para te ajudar a cuidar melhor do seu dinheiro.

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